terça-feira, 8 de abril de 2014

ANÁLISE DA OBRA ROMAGEM DOS AGRAVADOS DE GIL VICENTE


Obra representante do Humanismo na lista de leituras da Universidade Estadual do Pará - UEPA para o PRISE e PROSEL/2014, Romagem dos Agravados representa um desafio para leitores jovens do primeiro ano do ensino médio. Essa postagem tem por objetivo auxiliar o aluno que se dispunha a estudar essa obra tão distante de nosso momento e de nossa cultura atual. Tomei como texto base de Felipe-Antonio Fernandes Diez, da Universidade de Coruna (A ROMAGEM DOS AGRAVADOS DE GIL VICENTE: ASPECTOS ECDÓTICOS E APROXIMA<;ÁO LITERÁRIA1 Filipe-António Fernández Diez Universidade da Coruñ) publicado no endereço eletrônico http://ruc.udc.es/dspace/bitstream. Vamos primeiramente situar a obra dentro do Humanismo. 


  • O HUMANISMO: século XV - Ano de 1400 e início do Século XVI


O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS

No século XV começa a acontecer uma verdadeira reviravolta na Literatura. O pensamento religioso que dominou a Idade Média começa a ser substituído por uma revalorização da Antiguidade Clássica elaborada pelo Renascimento. O Humanismo, iniciado na Itália, corresponde ao período de transição entre a Era Medieval e a Era Clássica (para a literatura e demais artes, na história temos a transição da Idade Média para a Idade Moderna). Os humanistas trocam as ideias de teocentrismo (teo= deus) pelo antropocentrismo (antropo=homem). O homem passa a ser o centro do intersere para as reflexões. 

As ideias do Humanismo vão favorecer um reflorescimento da Literatura portuguesa. Três gêneros literários ganham bastante destaque nesse momento em Portugal: o lírico, o historiográfico e o dramático.  É nesse último gênero, o dramático, que se situa Gil Vicente (1465-1537), que é considerado o primeiro dramaturgo (quem escreve peças teatrais) de Portugal, e talvez, o maior de todos. Gil Vicente estreia no ano de 1502, nas celebrações do nascimento de dom João III, futuro rei de Portugal. 
  • O Teatro Vicentino: a obra de Gil Vicente pode ser dividida em três fases

_ A primeira fase (1502 a 1508): peças predominantemente religiosas, mas que já se percebe influências do espirito humanista de seu tempo, pela presença de certo paganismo em uma atmosfera sacra geral da obra.
_ A segunda fase ( 1508 a 1516): além da crítica religiosa passa a fazer a critica social.
_ A terceira fase (1516 em diante): momento mais alto da obra de Gil Vicente. Pertencem a esse período suas obras-primas, como a trilogia das barcas (Auto da barca do Inferno, Auto da barca da glória e Auto da barca do Purgatório) e a Farsa de Inês Pereira. "A crítica dos costumes alcança seu ponto mais alto e do clero à plebe, todas as camadas sociais são exemplos de como o ser humano, representado por tipos sociais específicos, se comporta em desacordo com princípios morais nobres, como os do cristianísmo, que só aparentemente moldam aquela sociedade. [...] a farsa é mais direta e seu humor, na obra de Gil Vicente, tem o mesmo poder satírico e moralizante observado nos autos.". (BARRETO). 

ROMAGEM DOS AGRAVADOS (CLIC AQUI PARA ACESSAR A PEÇA)

Apresentada no ano de 1933, ao já então rei de Portugal, D. João III, quando do nascimento de seu filho o infante D. Felipe, a obra pertence à terceira fase do teatro vicentino. 

  • CLASSIFICAÇÃO DA OBRA: farsa de caráter satírico, apesar de aparecer no livro das Tragicomédias. Romagem dos agravados significa romaria dos ofendidos. A fala inicial de Frei Paço é a chave da sátira da Romagem. 
  • PERSONAGENS: Frei Paço, João Mortinheira e Bastião seu filho, Bereniso e Colopêndio fidalgos, Marta do Prado e Branca do Rego regateiras, Cerro Ventoso, Frei Narciso, Aparício Eanes e sua filha Giralda, Domicília e Dorosia freiras, Hilária e Juliana pastoras.

CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS DA OBRA: a peça é formada por 1110 versos em redondilhas maior, divididos em estrofes de cinco versos cada, exceto a canção que fecha a peça, com o seguinte esquema de rimas ABBAB. 
Fellipe-Antonio observa as seguintes características na peça: 
  • As personagens como tipos prefigurados e já conhecidos do público (lavradoras, pastoras, freiras, freires, fidalgos, regateiras ...);
  • A acumulação de casos que dão corpo as personagens;
  • as personagens desfilam a moda de procissão dando ao título da peça uma nova dimensão expressiva;
  • As personagens que se incorporam à cena são apresentadas por outra já conhecida (Frei Paço) 
Veja

"Entrará logo um vilão  - A
chamado João Mortinheira -B
agravado em grã maneira. - B
Quero ver sua paixão - A
assentado nesta cadeira." - B (v.v. 55-60)

Marcamos nessa estrofe, com letras maiúsculas em vermelho o esquema de rimas. Fazendo a escansão dos versos temos: 
    1    2     3    4     5        6      7
"En /tra/ rá / lo/ go um/  vi/ lão/  - A
   1     2       3    4         5      6    7
cha/ ma / do / João/  Mor / ti/ nhei / ra -B
 1     2     3       4         5       6     7
a / gra / va / do em/  grã/  ma/ nei / ra. - B
  • O nome das personagem tem uma carga expressiva que descreve de ante-mão o caráter da personagem, e/ou a verdade ou falsidade de seu agravo (sua ofensa), com é o caso de "Dorósia", que lembra "dor". 
  • Frei Paço funciona como elemento motor da obra. Sempre anunciando a próxima personagem e dialogando com elas. Ele faz a fala inicial apresentando a peça. 
Observe: 
"O auto que ora vereis
se chama irmãos amados
Romagem dos Agravados
inda que alguns achareis
que se agravam de abastados. 45

E pera declaração
desta obra santa et cetra
quisera dizer quem são
as figuras que virão
por se entender bem a letra". 50


A estrutura da obra está assentada na repetição e numa considerável simetria, mas introduzem elementos de variação, como o fato de diferentes personagens alternarem com Frei Paço a apresentação de novas figuras.
Outra característica observada na peça é a caracterização das personagens através da linguagem.
  • Apraciantes: lavrador que fala bem;
  • Maria do Prado e Branca Rego: linguagem cheia de desvios para mostrar sua classe social baixa. 
  • Uso de linguagens especiais no diálogo de Frei Paço com Bastian e Giralda e a canção que encerra a peça. 
"Frei Paço  Ó senhora que matais
                 a todos quantos feris 810
                 e a ninguém perdoais.
Giralda    Quam docemente mentis
                  todos quantos bem falais."

  • Os jogos com os duplos sentidos das palavras e expressões, postos na boca de personagens dentistas, como elemento satírico.        

Veja aqui, onde Cerro Venturoso faz um trocadilho entre Paço, nome do Frei, e paço que também significa castelo real, ao fazer comparação entre Frei Paço e São Gerônimo.

"Mas vós padre sois do Paço
e sam Jerónimo do ermo
e nam dobrais vosso braço
açoutando o espinhaço 635
nem trazeis o peito enfermo".


OS TEMAS DA CRÍTICA

Além da construção satírica a obra estrutura-se em três planos fundamentais: a crítica ao estamento (divisão) clerical; a crítica ao estamento nobiliar (entre os nobres) e a crítica de costumes sociais. Ponto comum entre os planos é o rejeitamento de um comportamento ético firmado na ambição desmedida e torpe, personificada em tipos que são ridicularizados pelo autor. O próprio Frei Paço que dirige as críticas as demais personagens reflete em si todos os vícios. 

  • CRÍTICA AO ESTAMENTO CLERICAL: Crítica à Igreja

- A figura de Frei Narcisio representa: ambição social, falta de vocação espiritual, a relaxação dos membros da igreja: Frei Narcísio galanteia a freira Dorosia.

                              
"Dorosia          Deo gracias padre Narciso.
Frei Narciso  Pera sempre aleluia.
Dorosia         Pois is nesta romaria 890
                      assi Deos vos dê o paraíso
                     que vamos em companhia.

Frei Narciso  Iria mui ledo em cabo
                     milhor que pera o mosteiro
                     mas o amor é tam ligeiro 895
                    que o dai vós ao diabo
                    e temo seu cativeiro.

Dorosia        Iremos padre rezando
                      sempre de noite e de dia.
Frei Narciso Já disse que folgaria 900
                    mas temo de ir sospirando

                    mais vezes do que eu queria"

Frei Narcisio faz críticas ao sistema de provisão de cargos de autoridades dentro da igreja. 


"Frei Narciso  Já fizessem-me ora bispo
                      siquer do ilhéu de Peniche 605
                      pois sam frade pera isso.

Que, sem saber ler nem rezar,
vi eu já bispos que pasmo
e nam sei conjecturar
como se pode assentar 610
mítara em cabeça de asno".


Frei Narcísio representa também a hipocrisia, pois ao mesmo tempo que galanteia a freira, repreende o desejo de liberdade de Dorósia e Domicília, recomendando-lhes se submeteram ao regime de observância do mosteiro. 

  •  A CRÍTICA AO ESTAMENTO DA NOBREZA

- Personagens típicas: Colopêndio e Berenisio representam atitudes corteses já ultrapassadas, os tópicos do namorado sofredor e da crueldade da dama por sua não correspondência amorosa. São utilizadas hiperboles (exageros) e estilo pastoril. 
Veja. 



"Porque tais carreiras sigo
e com tal dita naci 215
nesta vida em que nam vivo
que eu cuido que estou comigo
eu ando fora de mi.

Quando falo estou calado
quando estou entonces ando 220
quando ando estou quedado
quando durmo estou acordado
quando acordo estou sonhando.

Quando chamo entam respondo
quando choro entonces rio 225
quando me queimo hei frio
quando me mostro me escondo
quando espero desconfio.

Nam sei se sei o que digo
que cousa certa nam acerto 230
se fujo de meu perigo
cada vez estou mais perto
de ter mor guerra comigo."


Por seu lado, Cerro Ventoso representa a ambição ao dinheiro e a dignidade nobiliar. 

  • Estamentos mais populares (lavradeiras, regateiras, pastoras) serve para o autor oferecer uma perspectiva de numerosos fenômenos sociais:

a) A percepção utilitarista da religião, como J. Mortinheira quer que seu filho, sem nenhum talento, se torne uma membro da igreja visando a ascensão social. 
b) O anticlericalismo e a crítica aos poderosos. 


"Branca   Eles são os presidentes 470
               e os mesmos requerentes
               e se lhes dizeis que é mal
               tornam a culpa ao sinal
              e eles fazem-se inacentes".


c) As tentativas de ascensão social por parte das classes baixas, Giralda e Bastian representam isso. 

d) Os casamentos acertados e a questão do livre alvedrio (livre-arbítrio). Hilária e Juliana renegam os maridos que as suas famílias procuram para elas, pela sua vez apaixonados por outros pretendentes.  

Hilária O meu Silvestre anda morto
           porque me querem casar 940
           com o filho de Pero Torto.
Juliana E o meu Brás quer-se enforcar
            porque me casam no Porto.

Hilária Silvestre há de fazer
           um desatino de si. 945
Juliana E Brás há de endoudecer
           pois Deos nam há de querer
           que eu nada faça de mi.

Hilária Juliana que faremos?
Juliana Bofé Hilária nam sei. 950
Hilária Sabes mana que eu farei?
Juliana Dize rogo-to e veremos.
Hilária Escuta que eu to direi...

           Direi que andando a de parte
           com o meu gado em Alqueidão 955
            me apareceu uma visão
            que me disse: moça guar-te
             de chegares a barão.

E assi me escusarei
deste negro casamento 960
e depois andando o tempo
outra visão acharei
que case a contentamento.

Juliana Eu direi que um escolar
           me tirou o nacimento 965
           e disse: o teu casamento
           se no Porto hás de casar
           amara vida te sento.

            Ca serás demoninhada
            esses dias que viveres. 970
Hilária Quê? Co essa emborilhada
            ficarás desabafada
            casarás com quem quiseres.

Juliana A fortuna todavia
           nos tem que farte agravadas 975
           andemos nossas jornadas
           cheguemos à romaria
           e seremos descansadas.

A questão do livre arbítrio, já implícita no problema do casamento, atinge as freiras Dorósia e Domicília, reclusas no convento contra a  própria vontade. Essa questão se completa no diálogo entre Frei Paço e Marta do Rego sobre a determinação. Frei paço assume a postura determinista nos planos sociais, Marta Rego, a de antideterminista. 
           Veja esse trecho interessante:

"Frei Paço             Porque os casamentos 500
                todos são porque hão de ser    
                e com quem, desde o nacer,    
                e a que horas e momentos       
                assi há de acontecer.    
                              
                E assi as religiosas           505
                naceram pera ser freiras            
                e vós pera regateiras    
                outras pera ser viçosas
                e outras pera canseiras.              
                              
Marta   E vós mano frei trogalho              510
                em que perneta nacestes          
                que màora cá viestes? 
                Dizei padre frei chocalho            
                tudo vós isso aprendestes.       
                              
                Cebolinho e espinafre  515
                já vo-la barba nace        
                ora ouvide-lhe o sermão            
                e tangede-lhe o atabaque         
                nam caia ponde-lhe a mão.       
                              
                O que as pranetas fazem            520
                é porque nós o causamos          
                e se fortunas nos trazem           
                é porque nós as buscamos        
                que os erros de nós nacem. "


É Frei Paço quem encerra a peça com esse discurso em tom moralizante como é toda a obra: 

Frei Paço             Agravos que nam tem cura       
                procurai de os esquecer             
                que impossível é vencer             
                batalha contra ventura
                quem ventura nam tiver.            1050
                              
                Nam deve lembrar agora           
                agravos nem fantesias 
                senam muitas alegrias 
                à rainha nossa senhora
                que viva infinitos dias.  1055
                              
                Cantemos uma cantiga
                ao mesmo ifante bento              
                e ao seu bento nacimento         
                por que a rainha nam diga         
                que somos homens de vento.  1060

ANÁLISE DO CANTO SEXTO DE OS LUSÍADAS, DE LUÍS VAZ DE CAMÕES

   

Reações:

41 comentários:

  1. Puxa, cara! valeu estava atraz de uma análise dessa obra. a sua analise está perfeita. parabéns, Vou acompanhar o teu blog para ver a análise das outras obras. Não demore a fazer.

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  2. Eita textosinho complicado. Não entendi nada, mas valeu a análise está ótima.

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  3. A analise das outras obras, quando vc vai publica?

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  4. Aurismar, vc faz correção de trabalhos?? Qual teu cel?

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  5. Deveria passar toda essa peça pra linguagem que possamos entender , por que assim fica difícil , kkkk

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  6. Deveria passar essa peça pra um português atual que possamos entender , por que assim tá dificio de entender , hahahhaha

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  7. Gostei muito da analise, a peça é interessante apesar da linguagem, e o duplo sentido nas falas e ate mesmo no personagens e muito fascinante....

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    1. Obrigado por gosta de minha postagem. Ajude a divulgar.

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    2. Obrigado por gosta de minha postagem. Ajude a divulgar.

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  8. essa analise ta uma belezura

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  9. Ótima analise, mas c puderes me tirar umas duvidas...

    1) Quais os personagens filhos de viloes nessa peça?
    2)o agravo de domicilia e dorosia?

    obrigado pela ajuda<, obrigado msm ;-)

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    1. Bastião é filho do vilão João Mortinheira. Os agravos de Dorósia e Domicília é viverem fechadas no convento contra a vontade delas. Valeu, Lucas Candido, espero ter respondido a tempo.

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  10. Obrigado pela ajuda aee, vlw msm, a prova é amanhã e eu to fufu nessa bagaça.....

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  11. ola aurismar, boa noite voce nao quer trabalhar no cursinho equipe, por favor nosso professor de literatura é muito ruim.... o que da a metade do 2 programa para baixo

    tel:32491533 o dono é rico vai lhe pagar bem

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  12. Yana Misake, não sei se sou bom professor de cursinho. gosto do dia a dia de sala de aula, do contato prolongado com meus alunos, amo dar aula em escola pública, adoro blogar. Cada macaco no seu galho. Um abraço, obrigado pela lisonja.

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  13. Nossa, ajudou muito! Muito completa sua análise, a melhor que vi até agora. Espero ansiosa por outras mais.

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    1. Obrigado, Vitória, já estou trabalhando na próxima postagem.

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  14. Mtt bom' me ajudou bastante a entender melhor pra prova de amanha :)

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  15. Que perfeito! Faça a análise de todas as obras da 1a etapa moço :)

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  16. Que ótimo! Faça a análise de todas as obras da 1a etapa do prise 1 da UEPA moço :)

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  17. Que bom que você gostou de nosso trabalho. Estou buscando tempo para fazer essas análises.

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  18. Nossa adorei esse post ,minha prof de lp 1 passou um trabalho gigante e apesar dá net ter mts conteúdos ,aki me fez entender mais .obg

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  19. Muito interessante adorei esse post,quando vai postar as outras? vou ficar acompanhando.

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  20. Ótimo post da obra de Gil Vicente!

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  21. Excelente análise. Até agora foi esta que me fez compreender a obra. Obrigada pela ajuda ! Agora já posso fazer o Prise tranquilamente. rsrs

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  22. AJUDOU MUITO, OBRIGADO DE CORAÇÃP

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  23. qual e a critica feita a nobreza ??

    obrigada de qualquer forma

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  24. Qual a importante madança trazida pelo humanismo no campo da ideias ?

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  25. A principal mudança foi o antropocentrismo, ou seja, o homem passa a ser o centro das ideias, "o homem é a medida de todas as coisas", isso em contraste ao teocentrismo medieval, que punha Deus como centro de tudo.

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  26. Jasmine Sampaiosetembro 26, 2014

    Obrigado pela resposta !!!

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  27. muito bom ajudou a esclarecer muita coisa que eu estava em dúvida e olha que eu faço cursinho ..

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  28. Otima analise!! Esta me ajudando mto... Espero fazer um otimo prise!!
    Rapidamente poderia me dizer os agravos de frei paço/ joao mortinheira/ bastião/berenisio/ colopendio/aparicio e giralda? Por favor!
    Desculpe o incomodo

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  29. Responda-me pfvooo

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  30. Frei paço é a personagem motora o agravo dele é que segundo eles as pessoas reclamam sem razão. João Mortinheira se queixa de Deus, segundo ele, deus faz chover quando é para fazer sol e faz sol quando é pra chover, o que lhe prejudica a plantação, além disso ele quer fazer seu filho Bastião em um igreja, só que ele é um rapaz bronco, não sabe de nada nem aprende. Colopencio sofre de amores não correspondido por uma donzela, Aparício reclama da pobreza que vive, segundo ele "pobreza e alegria nunca dormem na mesma cama" por isso ele não canta como antes cantava na lida do gado. Giralda é a filha que ele quer fazer dama. Veja a obra na íntegra. Clic no link acima ROMAGEM DOS AGRAVADOS (CLIC AQUI PARA ACESSAR A PEÇA)

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  31. MUITO obrigdaa!! Tu es 10
    Valeu mesmoo

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  32. "A questão do livre arbítrio, já implícita no problema do casamento, atinge as freiras Dorósia e Domicília, reclusas no convento contra a própria vontade. Essa questão se completa no diálogo entre Frei Paço e Marta do Rego sobre a determinação. Frei paço assume a postura determinista nos planos sociais, Marta Rego, a de antideterminista. "
    Neste trecho, na linha 3 o correto não seria Marta do Prado? Rego não seria o sobrenome na outra personagem, Branca do Rego?

    Fora isso, a postagem está incrível.
    Detalhes riquíssimos para o aprimoramento dos alunos.
    Bjs

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  33. Quais os 3 estamentos da sociedade portuguesa representados na obra?

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