sexta-feira, 21 de março de 2014

DMTU - NA ÉPOCA DO CORONÉ

ELHO ARAÚJO COSTA foi demitido do serviço público por solicitar melhorias em seu local de trabalho. Que absurdo! 




É sabido de todos o modo autoritário como agentes da Polícia Militar costumam agir. Exceções existem, é claro, mas são raríssimas. Os servidores do Departamento Municipal de Trânsito Urbano - DMTU, de Marabá, puderam constatar na gestão do prefeito Maurino, de forma mais amarga possível, a experiência de ter como diretor um coronel reformada da PM, que todos conhecem, o agora vereador Antonio Ferreira de Araújo, o Coronel Araújo.
Não critico aqui, o cidadão, mas sua administração a frente desse órgão, que foi marcada pelo mesmo autoritarismo e arrogância que se observa nos quartéis. Homem da disciplina e hierarquia, coronel Araújo prezava por isso quando à frente do órgão. Talvez o digníssimo comandante esquecesse que estava no comando de um órgão público civil. Talvez o hábito de receber sempre honrarias, respeitosos cumprimentos de seus subordinados à farda que vestia, tenha distorcido o siso do coronel e o tenha transformado em um coroné. 
Todos lembram de uma das primeiras ideias desse militar quando assumiu sua cadeira na casa legislativa: implementar a ordem unida na escola, colocar as crianças para cantarem o Hino Nacional e astear a Bandeira Nacional  todos os dias, como era feito nos tempos em que o Brasil era comandado pela farda verde oliva. O retrocesso da ditadura é claro, não vingou e o projeto foi esquecido em meio às críticas.
O caso mais absurdo dessa gestão coronelista pela qual passou o DMTU foi a exoneração do servidor ELHO ARAÚJO COSTA. Vindo de uma família desprovida de posses, Elho foi mais um dos que, contando apenas com a dedicação aos estudos, conseguiu dar um rumo a sua vida. Passou no concurso da prefeitura para cargo administrativo, sendo lotado no DMTU. Passou no concorrido vestibular para o curso de Direito da UFPA. Conseguiu ser lotado no turno da noite, para poder estagiar pela manhã e estudar à tarde. Militante de esquerda, ativista estudantil.
Tudo parecia ir bem para Elho até ele, como é de praxe na administração, redigir um requerimento e encaminhar ao seu chefe imediato, na data de 08 de março de 2008, requerendo providencias de melhorias em seu local de trabalho. Eram coisas necessárias como: substituição de cadeiras quebradas, conserto do ar condicionado, bebedouro, computador, etc.
 Ao que tudo parece, esse fato foi tomado como um atrevimento terrível e imperdoável pelo seu chefe, coroné Araújo. Ao invés das melhorias requeridas, o servidor foi punido com a mudança de horário de sua lotação, passando do turno da noite para o período da manhã, o que inviabilizaria o seu estágio, obrigatório, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH.
Sabendo disso, Elho tentou de todas as formas legais e documentais  reverter a situação, todavia não obteve sucesso. Era apenas o começo de uma via crúcis. Ele passou a responder um Processo Administrativo Disciplinar, no qual o coroné o acusava de abandono de serviço. O fato culminou com a demissão de Elho do serviço público municipal, no dia 30 de agosto de 2013, já no mandato do prefeito João Salame e na vereança do coronel Araújo.
Nesse intervalo de tempo, Elho foi aprovado no concurso para investigador da Polícia  Civil do Estado do Pará, mas não pode assumir por ter sua ficha funcional negativada. Diante dessa situação, Elho Araújo Costa, que ainda tem que carregar essa infeliz coincidência no nome, está com AÇÃO ORDINÁRIA DE ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA/INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
O principal argumento em sua defesa, amparada por ampla jurisprudência, é a de que a administração pública não comprovou o animus abandonandi, isto é, a clara disposição em abandonar o serviço. Pesa ao seu favor, os vários documentos apresentados a tempo ao seu chefe imediato explicando a situação de estudo e estágio e pedindo para permanecer no turno da noite. Fato esse não citado no PAD pelo coronel Araújo. Em sua defesa, Elho denuncia mais dois casos de perseguição feita pelo coroné contra outros dois servidores. Veja o texto em tela.

"Vale relatar que além do requerente outros dois servidores foram perseguidos pelo senhor Antônio Ferreira de Araújo, conforme documentos em anexo (docs. 27, 28, 29, 30 e 31). O servidor Moacir Silva de Sousa foi removido do DMTU para a SEMAD por conta de discordar de Antonio Ferreira de Araújo na sua primeira reunião como Diretor do DMTU, ainda em 2007. Em 2012, após ser eleito vereador e antes de tomar posse Antônio Ferreria de Araújo suspendeu Thays Rios Aguiar, sem direito de defesa, por enviar mensagem de celular aos colegas de trabalho com centeúdo que Antônio Ferreira de Araújo discordava, é isso mesmo, absurdo.".  

O blogger se solidariza com a situação do companheiro de luta que sempre foi Elho Araújo Costa. Esperamos que a justiça consiga enxergar na escuridão a qual ela vivi. Força, guerreiro!



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