quarta-feira, 4 de setembro de 2013

SOB PRESSÃO GOVERNO APROVA PROJETOS


A JOGADA É CLARA, DESMOBILIZAR O MOVIMENTO DO DIA 7 DE SETEMBRO

Nem bem soube da assembleia que aconteceu ontem, o governo resolveu apressar a aprovação de alguns projetos relativos à educação, projetos esses que já estavam caducando nas gavetas dos vereadores. Entre eles estão aqueles que viabilizam a eleição para diretor de escola e o da suplementação da carga-horária para 280 horas. O problema é que foram feitas alterações nos projetos originais.
  • ELEIÇÃO PARA DIRETOR
No projeto que viabiliza a eleição para diretor, a proposta inicial, apresentada pelo sindicato, era que qualquer professor pudesse concorrer desde que fosse formado em pedagogia ou tivesse especialização em gestão e ainda, para a situação em que o servidor esteja em estágio probatório, como é o caso de muitos pedagogos da rede municipal de Marabá, deve ter experiência em docência como reza a LDB em seu artigo 167, VI, parágrafos 1º e 2º. A Câmara aprovou que apenas aqueles que já tenham cumprido o seu estágio probatório (pedagogo ou especialista em gestão) possam concorrer. O líder do governo, em ligação telefônica, garantiu rever esse item antes da sansão da lei pelo prefeito, na sessão de hoje, quarta-feira, 04/09.


  • SUPLEMENTAÇÃO DA CARGA-HORÁRIA
O SINTEPP apresentou em mesa de negociação no começo do ano, a proposta de suplementação de carga-horária, como forma de diminuir os gastos com contratação de professores. Na Zona Rural, por exemplo, as vezes há 230 horas de determinada disciplina, a prefeitura teria que lotar dois professores, um com 200 horas e outro contratado com 30 horas. Isso acontece também na Zona Urbana. A ideia era que em qualquer disciplina o professor pudesse pegar até 280 horas, isso evitaria a contratação de professor. Cabe lembrar que o patronal pago pela prefeitura por um servidor contratado custa duas vezes mais que o patronal de um servidor concursado. A Câmara aprovou, mas com restrições para a Zona Urbana, onde somente em cinco disciplinas poderá ser feita a suplementação, dentre elas estão história e geografia.


Segundo informou o líder do governo, a Câmara autorizou também a contratação de 25 motoristas devidamente habilitados para o transporte escolar. Essas aprovações todas, feitas às pressas, só mostra uma coisa: faltava vontade política de fazer a coisa acontecer.
O nosso movimento para o dia 7 de setembro está confirmado, não vamos recuar nisso. Solicitamos aos companheiros, que por motivo de planejamento da escola, não puderem estar conosco nessa marcha e que vão participar do desfile oficial, que usem um lenço preto em protesto e apoio ao movimento.

Reações:

4 comentários:

  1. Aurismar, na escola a qual trabalho ouvir a diretora novata comentando com sua colega, que o secretario vai criar um criterio que os diretores que ja estavam, bem como, os que nao foram de sua indicaçao nao poderam se candidatar as eleições para diretores.. Acredito na competência e no compromisso deste sindicato e sei que o companheiro nao deixar esse secretario fazer o que bem quer com nossa categoria.. Vamos fiscalizar essa gestão com competência e transparência...

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    1. Vamos estudar um pouco colega, a comissão que vai criar os critérios específicos da eleição. Não esqueça, mandato e passageiro.

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  2. caro aurismar quais são as disciplinas que iram poder fazer a extrapolação.

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  3. Neste pouco tempo de governo, pude observar que o nosso governante "dá o tapa e esconde a unha", ou seja, ele diz que vai fazer, não faz e deixa que a culpa recaia sobre os secretários quando na verdade a culpa é inteiramente dele, portanto, é preciso que tenhamos consciência de que o executivo é responsável por tudo que não foi concluído ou aprovado, e quando faz isso, faz com o apoio dos legislativo. Mas o que me deixa realmente decepcionado é ver pessoas como Luiz Carlos e a professora Bernadeth participando dessas decisões ou se calando diante do que está acontecendo.

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O blogger não publicará postagens anônimas de cunho ofensivo a pessoas físicas. E também não adianta querer detonar o SINTEPP.