terça-feira, 20 de agosto de 2013

Diretoria da Celpa no Pará é sabatinada na Câmara Municipal

por Cláudio José Pinheiro Filho última modificação 20/08/2013 15:58

Histórico
Vereadores criticam empresa e a péssima qualidade dos serviços prestados em Marabá
Diretoria da Celpa no Pará é sabatinada na Câmara Municipal
A sessão da Câmara Municipal de Marabá desta terça-feira, dia 20, foi marcada pela participação de dois representantes da Celpa no Estado, João Augusto Dantas, diretor comercial, e Álvaro Antônio Bressan, coordenador do programa Luz para Todos. A presença de representantes da empresa foi solicitada pelo vereador Guido Mutran e todos os colegas presentes questionaram problemas gerais e os pontuais da Celpa.
Guido denunciou, entre outras coisas, que o consumo de energia 90% de todas as unidades consumidoras de Marabá, nos três últimos meses, ocorre por estimativas baseadas nos 12 últimos meses, causando transtornos financeiros à população. Criticou também o sistema de leitura dos padrões nos postes, o mau atendimento no posto da Celpa localizado da Folha 33 quando o consumidor vai realizar reclamação de faturas exorbitantes, por exemplo.
As concessionárias, explica Guido, só podem faturar pela média se o consumidor se negar a visita dos aferidores. “Quero saber qual o impedimento que a empresa teve para tomar essa decisão?”, questionou.
Diante de várias reclamações de todos os cantos da cidade contra a Celpa, Guido Mutran sugere que as comunidades afetadas ingressem na Justiça com ações populares contra as agências reguladoras (Aneel) e Arcon, que não estariam fiscalizando a Celpa como deveriam.
Júlia Rosa, presidente do Poder Legislativo Municipal, passou aos representantes da Celpa uma cópia de lei municipal que proíbe cortes de fornecimento de energia elétrica às vésperas de feriados e aos feriados em Marabá, para que a mesma seja encaminhada ao escritório da empresa no município. “Temos de fazer cumprir as leis municipais. O que se vê é totalmente o contrário por parte da empresa”, criticou Júlia.
Sobre as cobranças de consumidores localizados em Marabá e que os impostos são retidos para outro município, Júlia disse que a empresa deve fazer um recadastramento baseado no mapa e verificar os limites geográficos de cada localidade.
Vários vereadores apresentaram queixas de bairros inteiros que estão sofrendo com queda de energia em Marabá, falta de postes, transformadores com defeitos. É o caso das Folhas 6, 28, 13, Km 7, entre outros.
João Augusto reconheceu que há dificuldades em várias áreas, que a Celpa teve prejuízo de R$ 600 milhões no ano passado e já acumula prejuízo de R$ 200 milhões este ano. Apesar disso, disse que iria anotar todas as áreas apontadas pelos vereadores e que a equipe técnica vai a cada uma delas para analisar caso a caso. Ele sugeriu a criação de uma comissão envolvendo a Celpa, Câmara e Prefeitura de Marabá para percorrer os bairros e avaliar as demandas mais críticas para que elas sejam solucionadas o mais rápido possível.
João Augusto Dantas disse que desde que a Equatorial assumiu a gestão da Celpa, promoveu algumas ações para melhorar a qualidade do fornecimento de energia. Modificou o modelo de padronização de agência e anunciou que a empresa vai investir até 2014 cerca de R$ 700 milhões, sendo R$ 200 milhões apenas na região sul/sudeste do Pará priorizando Parauapebas, Redenção e Marabá.
Ele reconhece que no escritório de atendimento ao público, localizado às margens da Rodovia BR-230, não há estacionamento para os clientes e que há poucos pontos de atendimentos, que a agência está mal localizada, não tem acesso fácil para moradores. Por isso, a empresa está construindo uma nova sede, localizada na Folha 21, a qual terá 10 guichês de atendimento e que ela será inaugurada até 30 de novembro próximo. “Ela já entra no novo padrão Celpa e os clientes receberão senhas para serem atendidos”, informou, dizendo que a empresa está estudando abertura de novas agências em Marabá, mas não deu prazo para isso acontecer.
Ele reconhece que Guido tem razão em relação ao faturamento das contas e disse que houve problema em junho porque a empresa parceira de leitura não entregava contas na área rural. Agora, a Celpa estaria fazendo melhoria no processo de faturamento de conta. “Se houver algum caso de faturamento equivocado, que procurem a Celpa e nós suspendemos aquela fatura até que o problema seja analisado cuidadosamente”, disse.
Ele revelou que a leitura dos contadores nos postes está sendo efetuada agora através de georreferrenciamento. Cada leiturista vai com um GPS fazer a leitura e marca a coordenada geográfica, não tendo como marcar coordenada estando em outro local. Essa medida vai garantir a leitura do medidor e entrega da conta na própria residência. A fatura é impressa na hora e o cliente pode, no mesmo instante, contestar sua conta.
Ele disse que há, no Pará, cerca de 150 mil unidades consumidoras com gambiarras ou clandestinas. Este ano, a Celpa vai regularizar 30 mil unidades aplicando R$ 45 milhões que serão aplicados na expansão do sistema elétrico e que ano que vem outros 50 mil consumidores serão beneficiados. “Durante muito tempo a Celpa deixou de fazer os investimentos necessários para atender a população com qualidade”, destacou Augusto.
Tarifa de energia
Sobre o aumento da tarifa de energia, o diretor da Celpa disse que ela é definida pela Aneel (Agência Nacional de Eletricidade) e que os impostos acabam ficando com a maior fatia do que é cobrado do consumidor. Com isso, a Celpa só fica com pouco mais de 27% da fatura, tendo que utilizar esse percentual para novos investimentos e aos seus acionistas.
Ele também avisou que haverá mudança de medidores de consumo. Lembrou que a direção anterior da Celpa colocou os padrões em postes, mas vários problemas foram detectados e que, aos poucos, eles voltarão para os muros dos domicílios, sem nenhum prejuízo para os seus proprietários.
Em relação ao corte de energia aos sábados, domingos e feriados, disse que não há corte nestas datas, embora várias pessoas na plateia o interpelaram garantindo que isso acontece sim. Diante da grita da comunidade, Augusto voltou atrás e disse apenas que não deveria acontecer. “Se o primeiro corte foi no meio da semana, e algum consumidor religa por conta própria, o acompanhamento do novo corte pode ocorrer no final de semana”.

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