sábado, 8 de junho de 2013

REDAÇÃO DO ENEM TRABALHANDO A COMPETÊNCIA I (AULA 1)

A REDAÇÃO

Na redação ou produção de texto, o participante é considerado como escritor, autor de um texto que atende à proposta feita por outros interlocutores. A situação-problema é proposta e pretende-se que cada participante selecione o recorte apropriado de seu acervo pessoal, reorganizando os conhecimentos já construídos com o apoio da escola para enfrentar o desafio proposto, transcrevendo-o em seu projeto de texto. 
Há limites implícitos para esse projeto: a língua escrita, o tipo de texto dissertativo-argumentativo e o tema. Esses  limites são impostos para atender à representatividade dos próprios limites usualmente presentes nas tarefas da escola e da vida em sociedade.
Os projetos desenvolvidos são únicos e pessoais. A redação é avaliada por meio das mesmas cinco competências que estruturam a parte objetiva da prova, mas "traduzidas" para uma situação específica de produção de texto escrito e desdobradas, cada uma, em quatro níveis que determinam os critérios de avaliação em cada competência. (RELATÓRIO PEDAGÓGICO DO ENEM – 2007)


Para tornar o trabalho de avaliar a redação produzida pelo aluno na prova do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem um trabalho mais objetivo possível, foram estabelecidas cinco competências a serem observadas pelos avaliadores.

São elas:
Competência I
Domínio da norma culta da língua escrita
Competência II
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias árias do conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais  do texto dissertativo-argumentativo.
Competência III
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência IV
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Competência V
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos.

Em cada competência serão observados alguns aspectos. No caso da Competência I, que trataremos nesta postagem, os aspectos observados são:

a)  Adequação ao registro
• Grau de formalidade
• Variedade linguística adequada ao tipo de texto e à situação de interlocução.

b) Norma gramatical
• Sintaxe de concordância, regência e colocação
• Pontuação
• Flexão

c) Convenções da escrita
• escrita das palavras (ortografia, acentuação)
• maiúsculas/minúsculas

Faremos uma rápida revisão sobre cada um desses aspectos. O nosso objetivo é justamente ajudar o aluno a revisar aquilo que já viu em sala de aula, para maior aprofundamento sugerimos esclarecer com o professor em sala de aula.

Adequação ao Registro: grau de formalidade e  variedade linguística adequada ao tipo de texto e à situação de interlocução significa que o aluno deverá adequar a sua linguagem ao tipo de texto que está sendo produzido. O tipo textual dissertativo-argumentativo cobrado na prova de redação do Enem exige o uso de uma linguagem formal. Não se pode nesse tipo textual usar gírias, palavras de baixo calão ou coloquialismo.

Veja o exemplo.
“A criminalidade está aumentando muito hoje em dia, por todo canto que a gente anda só ver pila. Os bandidos ficam soltos e a gente fica preso dentro de casa.” (A.P.S. aluno do segundo do ano do ensino médio noturno)  

Nesse exemplo, há um completo descumprimento desse aspecto a ser avaliado, pois o aluno usou uma linguagem informal com gírias “pila” (pilantra, bandido, criminoso, marginal) e expressões de uso da linguagem informal “hoje em dia” (atualmente seria mais adequado), fez também uso de frases prontas “Os bandidos estão soltos e a gente fica preso dentro de casa”. Não se deve usar na dissertação esses tipos de frases prontas da oralidade. Prefira usar o pronome “Nós” implícito (oculto, sem aparecer no texto), com a correta conjugação verbal, a usar “a gente”.

Uma possível reescrita dessa frase adequando-a aquilo que será cobrado no Enem seria:

A criminalidade está aumentando muito atualmente, por todo canto que andamos vemos bandidos. Deveríamos ter a liberdade de andar pelas ruas, os criminosos é quem deveriam ficar presos.

Linguagem Formal: Resumidamente podemos dizer que a linguagem formal é aquela onde se segue as regras cultas da língua, tanto na escrita quanto na fala, sendo por isso também chamada de língua culta, ou língua padrão. Veja os exemplos onde se deve usar uma linguagem formal.

·    O pronunciamento de uma autoridade: “Senhoras e senhores aqui presentes, o motivo dessa reunião é para tratarmos de assuntos pertinentes aos interesses sociais...”
·          Uma entrevista de emprego: “Posso lhe assegurar de que estou habilitado a desenvolver as funções que me forem atribuídas”
·         As redações técnicas e oficiais entre as repartições públicas (ofício, memorando, requerimento, portaria, etc) “Vimos solicitar a vossa senhoria retificar os dados que nos foram enviados conforme consta no ofício anexo.”
 Linguagem Informal: esse tipo de linguagem ocorre nas situações de menor formalidade ou de nenhuma formalidade, por exemplo:
·   Conversa entre uma autoridade e seus subordinados numa confraternização, por exemplo. “Ai pessoal, vocês acham que foi legal o meu pronunciamento?”
·  Conversa entre amigos sobre o trabalho: “Te garanto, meu camarada, que eu dou conta do recado, resolvo qualquer parada que me derem no meu trabalho.”
· Conversa entre chefes de repartições públicas em situação informal, um encontro no shopping, por exemplo.  “Ai, você precisa fazer uma correçãozinha nos dados daquele ofício que tu me mandou”.
· Um texto narrativo, onde o autor reproduz a fala informal das personagens. “_Este cachorro para na minha porta para sair contando que me viu assim, que me viu assado. Seu Alípio, você é que faz bem. Se faça no rifle. (JOSÉ LINS DO REGO – Fogo Morto)

Assim o grau de formalidade ou informalidade se dá com relação à situação de uso. Quanto mais formal for a situação de uso, mais formal deverá ser a linguagem utilizada. A exemplo dessa relação podemos citar: uma aula expositiva ministrada por um professor é uma situação formal, no entanto o grau de formalidade dessa situação, é menor do que se o mesmo professor tivesse fazendo um pronunciamento na festa de formatura da turma. Já que o aluno terá que escrever um texto formal, usando a linguagem formal, ele terá que conhecer também a linguagem informal para saber diferenciar uma da outra.




CONCORDÂNCIA VERBAL REGRAS E EXERCÍCIOS

ANÁLISES LITERÁRIA

TEXTO DISSERTATIVO

Reações:

0 comentários:

Postar um comentário

O blogger não publicará postagens anônimas de cunho ofensivo a pessoas físicas. E também não adianta querer detonar o SINTEPP.