segunda-feira, 1 de abril de 2013

FALTA DE INTERESSE PELOS ESTUDOS É PROBLEMA DO ALUNO - O que você acha disso?

Há quase um ano fizemos essa postagem, como o tema mostra-se super atual no momento resolvi postá-la novamente, tendo em vista que na época eramos uma criança de apenas 8 meses.

 


Fonte Foto:diogenesbrandao.blogspot.comon
Uma coisa sempre me chamou a atenção desde que iniciei a minha carreira docente. Por que será que a maioria dos alunos da educação básica parecem não querer nada com os estudos? Em uma turma de 30 a 40 alunos, apenas um reduzido grupo de 4 ou 5 alunos se destacam pelo interesse nos estudos. Onde será que está o problema da educação brasileira?
Na educação pública, já virou até lugar-comum se referir à falta de estrutura das escolas, baixos salários dos professores como a causa maior do caos que acontece no ambiente escolar. É claro que uma escola bem estruturada, professores com bons salários ajudaria a resolver parte do problema do professor, não do aluno. Já trabalhei em escola do setor privado que tinha tudo isso, no entanto o interesse dos alunos pelo estudo não era muito diferente da pública.
É comum nos conselhos de classe professores reclamar de salas de aula superlotadas.  Fato que impede de acompanhar mais diretamente as dificuldades de cada aluno. Penso que o problema não está no alto número de alunos em uma sala de aula, pois não há coisa mais chata do que uma sala de aula ociosa, com meia dúzia de alunos. Nesse caso, o maior problema está na grande quantidade de sala de aula que o professor tem que assumir para ter um salário melhor. Aqui é que salário melhor ajudaria a resolver o problema – do professor.
“Esses alunos só querem saber de andar com o celular na mão, trocando mensagens, ouvindo músicas, passando vídeos uns para os outros, na hora de pesquisar, vão à internet  e acham tudo pronto!”. Quem nunca ouviu essa reclamação na sala dos professores? Ai é que está o problema, ou melhor, a solução para o problema do aluno.
Estamos tentando empurrar aos alunos do século XXI, da Era da Tecnologia Digital, os mesmos interesses que tinham os alunos de dois séculos atrás. Isso nunca vai dá certo. Confesso que me sinto meio dinossauro ensinando coisas tão ultrapassadas para o interesse curricular dessa nova geração. Barrar o uso das tecnologias tem consumido o tempo do planejamento pedagógico de muitas escolas saudosas do tempo em que somente o professor, usando quilos de parafernálias, poderia levar uma música para sala de aula como recurso pedagógico.  
Enquanto aqui no Brasil estamos lutando para a implementação de laboratórios de informática, que de fato funcionem, nas escolas; nos Estados Unidos isso já é tão real que a discussão é outra: estão querendo abolir a escrita cursiva, à mão, do ensino escolar. Vai dizer isso para o professor retrógrado que manda os alunos escreverem à mão a pesquisa que imprimem da internet!
O ideal seria usarmos as tecnologias digitais, principalmente as chamadas TICs, como aliadas do processo educacional e não como inimigas. E cá pra nós: já está passando da hora de uma reformulação radical do currículo escolar da educação básica no Brasil. Isso ajudaria a resolver o problema, do aluno.

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