domingo, 14 de abril de 2013

A INTOLERÂNCIA COM OS GAYS ESTÁ PERIGOSA NAS REDES SOCIAIS



Tenho observado o caloroso e, as vezes, estremado debate que tem acontecido nas redes sociais em torno de homens e mulheres que se declaram gays. A própria existência do debate tão aberto mostra que nossa sociedade evoluiu, pois em outros tempos isso não seria concebível. Esse percurso dialético da sociedade humana, criada pelo homem e para o homem, é reflexo do próprio homem que vai evoluindo a cada geração. Todavia há um viés retrogrado nesse debate. Algo do qual ainda não conseguimos nos livrar e que funciona como uma erva daninha, ou fruta estragada - a intolerância.
Esse sentimento de não aceitar aquilo que difere de nossa verdade, tida por nós como absoluta, já gerou muitas injustiças nos passado. Quando fomentado por uma instituição que tem o poder de formar pensamentos como a igreja, seja ela a que religião pertença, o que seria opinião de um passa a valer como princípio a ser defendido de forma absoluta. Esse discurso da intolerância está sendo disseminado por várias pessoas, jovens ou não, na internet. 
Os defensores do deputado Marcos Feliciano tem apostado no jogo da injúria, calúnia e difamação contra outro deputado declarado gay. Essa infâmia estratégia de minar a todo e qualquer custo a imagem de um  para fazer valer a do outro poderá trazer consequências históricas para nossa sociedade. A primeira dessas consequências é a institucionalização do pensamento de que qualquer pessoa declarada gay é perigosa e nociva para a sociedade, por isso deve ser combatida. Esse pensamento é perigoso, de um debate na internet pode transformar-se em conflitos de ruas como existem em países da Europa, os promovidos pelos Skin Head na Alemanha, por exemplo. Outra consequência nefasta é a descaracterização da doutrina cristã que se baseia no amor ao próximo "amar a quem nos tem ofendido". Esse princípio tem sido esquecido nos debates. 
Tenho em uma turma de segundo ano do ensino médio noturno, um aluno que se declarou gay há seis anos e se traveste de mulher. Na última aula que dei em sua turma, ele se aproximou de minha mesa e desabafou, por pura necessidade, sem que eu o houvesse indagado a respeito "professor domingo fui à igreja, foi a primeira vez depois que estou travesti. Fiquei com medo, mas fui. Foi tão bom, fui tão bem recebido, me senti tão bem, próximo domingo vou lá novamente". Esse é o caminho pelo qual os lideres evangélicos precisam direcionar seus debates, penso eu.

Reações:

12 comentários:

  1. Olá Aurismar,
    gostaria de saber se o PCCR que inclui a gratificação para os professores do laboratório foi votada.

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    1. Na verdade é um projeto de lei que traz mudanças no PCCR. Ainda não foi votado. Estamos aguardando.

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  2. Caro aurizmar quero aqui lhe dizer que as pessoas que são contra o Pastor Marcos Feliciano, são a favor do aborto não sei se isto é do seu conhecimento, e o que a nossa constituiçao reza em um dos seus artgigos é que:TUDO MUNDO TEM DIREITO VIDA.Em relação o homofobia dos evangelicos são as outras pessoas que dizem que eles são, quero lhe perguntar uma coisa voce conhece alguem que foi descriminado em alguma igreja, o que nos evangelicos não podemos é abandonar a nossa fé o que nós evangelicos fazemos é orar por eles

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  3. Ola Aurismar, que texto maravilhoso. sem predeterminar o que é certo em relação ao ser individual. mas respeitando um ideal de vida. Se nesse atual mundo que estamos insridos se todos se respeitassem o direito universal que diz. TODOS SÃO LIVRES DE IDEOLOGIAS, PENSAMENTOS ETC.O MUNDO SERIA MAIS JUSTO E HUMANO. CREIO QUE ESSE DEBATE POLITIZANDO DA FORMA QUE ESTA, ACHO QUE NAO É MUITO VÁLIDO. POIS DE UMA FORMA OU DE OUTRA, AMBAS PARTES ESTÃO SE PREJUDICADO, SE DESRESPEITANDO... NINGUEM É PERFEITO NA TERRA. O MUNDO CABE O NEGRO. O BRANCO, O FEIO O BONITO, O GORDO O MAGRO, O HETERO, O BI, O HOMO ETC. EU ME CONSIDERO HETERO, MAS NAO SEI SE POSSO MUDAR DE OPINIÃO HOJE AO FIM DA TARDE OU MESMO AMNHA EM DIANTE. POXA, CADA UM SOMOS RESPONSAVEIS PELO NOSSOS ATOS... CABE CADA UM LEVAR SUA RESPONSABILIDADE E RESPEITAR A INDIVIDUALIDADE DO PROXIMO.... PARABNS AURISMAR PELO SEU TEXTO....

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  4. Aurismar sei que o assunto não é este mais começa a ganhar força a possibilidade da criação de uma subsede da ASCONPA,pois um servidor conversou comigo falando da possível criação de uma subsede da ASCONPA(assossiação dos concursados do Pará)que tem sede em Belém,portanto eu acho bom que os sindicatos começam a cobrar do prefeito a substituição dos contratados por servidores efetivos até porque tem muita gente a ser chamado do concurso de 2010 principalmente Merendeiras,Ag.de portaria e Asg.Se isso acontecer os sindicatos podem perder filiados com a migração dos filiados para a ASCONPA.

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  5. O Sintepp nos seus 30 anos de luta tem sido a ferramenta legal de luta da categoria dos trabalhadores em educação pública e continuará sendo. Não é com amadorismo nem muito menos ameaças que o Sintepp irá perder a sua base. Essa assossiação não teria nenhuma representatividade no município, não seria o instrumento legal de negociação.

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  6. Adorei a maneira como tu expôs o assunto e principalmente a parte onde disse:

    "Outra consequência nefasta é a descaracterização da doutrina cristã que se baseia no amor ao próximo "amar a quem nos tem ofendido". Esse princípio tem sido esquecido nos debates."

    Nesse trecho falou tudo... Jesus, entre seus ensinamentos, disse para não julgarmos as pessoas e amá-las sempre. Não adianta falar uma coisa e fazer outra.

    Também tem outro ponto: os homossexuais também tem sido bastante intolerantes com pessoas que divergem de suas opiniões. Creio que de ambos os lados devemos ter respeito pelo ser humano, aceitando ou não suas escolhas. Podemos não concordar com o que alguém faz, mas nem por isso devemos tentar prejudicar ou muito menos impor a própria verdade.

    Respeito: ô palavrinha que todo mundo fala mas muitos não praticam...

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  7. Muito obrigado pela parte elogiosa dirigida a minha escrita. Os dois lados precisam de fato de compreenderem.

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  8. Bom dia, Discorda de atitudes, vícios, manias, estilo de vida é totalmente normal em qualquer sociedade e nem por isso é considerado pré-conceito, ato discriminatório etc., simplesmente é discordância, o que vemos hoje é uma ditadura, forçando-nos a ser, a concordar com atitudes que ninguém é obrigado a concordar, a discórdia é normal o que não pode haver é o desrespeito à pessoa, o ser humano e nem a pratica da violência, o que nenhum evangélico pratica, nenhuma pessoa que é servo de Deus irá agredir quem quer que seja, pois isso não convém com aquilo que pregamos, não sei o porque ainda nos chamam de homofóbicos? mas somos escarnecidos e não revidamos! ou será que estamos vivendo uma era de Igrejofóbicos, Cristofóbicos, Evangelicofóbicos, Bibliofóbicos? que possamos entender que eu não preciso ser para dizer que respeito o estilo de vida das pessoas, suas escolhas são particulares, eu não quero e nem tenho vontade de ser, minha escolha, minha decisão e ponto, quem quiser ser, tem todo o direito mas não me obrigue a ser. E só pra esclarecer não proclamamos a violência contra ninguém, e quem quer respeito tem a obrigação de respeitar. Deus abençoe a todos.

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  9. e vc como educador, também tem a obrigação de ter cuidado com o que fala, para não gerar ódio nas pessoas, pois seu texto da margem para o entendimento de que somos intolerantes e nos compara com os skin head.

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  10. Inicio meu comentário discordando do seu texto no que diz respeito a que o homem está evoluindo a cada geração. Você alimenta esta afirmação quando diz que as discussões estão acontecendo amplamente nas redes sociais enfocando a questão do homem e mulher que assumem como gays, mas você também chama àqueles que são contrários a essa prática de intolerantes, inclusive rotulando de "viés retrógrado, erva daninha e fruta estragada" e da qual precisamos nos livrar delas. Meu caro, quero te informar que sou totalmente contrário a violência seja com quem for, e qualquer pessoa que agredir alguém pela sua opção sexual ou qualquer outro motivo, deveria ser preso como qualquer criminoso, porém colocar como intolerância a minha opção de não admitir que um homem queira ser mulher e vice-versa, e que por isso eu e todos os outros que temos o mesmo conceito sejamos tachados por intolerantes, retrógrados, erva daninha, fruta podre, homofóbicos e que a sociedade precisa ser livres de pessoas desse tipo, quem é o intolerante então? Da mesma forma que alguém quer o direito de ser gay, precisa conceder o direito daqueles que não aceitam. Se alguém quer ser gay, o problema é dele, mas eu não aceitar, não me torna alguém intolerante.

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