quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

VEJAM QUE ABSURDO!


DO BLOG http://ajudardomeliseu.blogspot.com.brPROFESSOR ABEDENEGO RESIDENTE EM DOM ELISEU E LOTADO NO ITINGA DO MARANHÃO É PRESO POR REIVINDICAR SEUS DIREITOS


Violência em Itinga: Professor é levado preso e algemado de dentro de uma escola pública



A comunidade escolar do Centro de Ensino Terezinha de Jesus Coelho Rocha, no município de Itinga, Sudoeste do Maranhão, está indignada com o clima de terror instalado na escola pela atual direção, que, segundo denúncias enviadas ao Sinproesemma, persegue violentamente três professores lotados no local.

O último episódio aconteceu na noite desta segunda-feira (3), com a prisão arbitrária do professor de física, Abedenego Ribeiro, que saiu da escola algemado por policiais e está preso em Açailândia, acusado de desacato à autoridade, injustamente, segundo estudantes da escola e colegas de trabalho do professor que não quiseram ser identificados com medo de represália da direção da escola.

De acordo com informações da família de Abedenego, o professor estava suspenso da escola e a punição terminaria nesta segunda-feira, quando o profissional deveria retomar suas atividades no centro de ensino, onde leciona no turno da noite. “Ao chegar à escola, o professor foi direto para a sala de aula, mas antes de começar suas atividades foi surpreendido com a chegada da polícia que pediu para ele se retirar da escola. O professor teria dito aos policiais que não sairia, pois estava cumprindo com suas obrigações profissionais.

Contrariados, os policiais deram voz de prisão ao professor e o levaram algemado, como se fosse um criminoso na frente dos seus alunos”, conta uma colega de trabalho que presenciou a atitude violenta da polícia dentro da escola, mas tem medo de se identificar.
Ela conta ainda que o clima no local é bastante tenso. Tudo começou porque os alunos da noite não aceitam a forma como são tratados pela atual diretora, “que humilha os alunos, chama-os de burros, obriga-os a pagar aula de reforço, indevidamente, e ainda promove festa com bebidas alcoólicas dentro da escola”. A situação de desrespeito da direção seria denunciada publicamente no desfile escolar de 5 de setembro deste ano, mas os alunos foram impedidos por pessoas enviadas pela direção para arrancar as faixas das mãos dos estudantes, conta relatório enviado ao Sinproesemma.

Como o professor Abedenego é muito querido pelos estudantes, a diretora passou a hostilizá-lo e acusá-lo de incitar os estudantes para fazer protestos contra a sua gestão escolar.
SURTO NA PRISÃO
No final da tarde desta terça-feira, familiares do professor entraram em contato com o Sinproesemma informando que o educador continua detido em Açailândia e que teve um surto em decorrência da situação de injustiça, constrangimento e violência que está passando. O profissional precisou ser medicado dentro da delegacia.

Diante das denúncias, a direção do Sinproesemma cobra providências imediatas do governo do Estado para apurar o caso e estabelecer a paz dentro da escola. Repudia a prisão do professor, tratado como criminoso, e pede justiça.

Outros professores afastados da escola, também perseguidos pela direção pelos mesmos motivos, estão com medo do que pode acontecer com eles, que devem retomar suas atividades também nesta semana.
Os alunos clamam por justiça. “Só queremos o direito de ser respeitados pela direção da escola e não queremos que os professores sejam prejudicados por isso”, ressaltam os estudantes em nota enviada ao Sinproesemma.
Fonte/Sinproesemma.

Reações:

2 comentários:

  1. Prof Pedro Souzadezembro 06, 2012

    Infelizmente, esse tipo de atitude ainda existe. É por essa e outras que a educação publica do Maranhao e do Pará estão entre as piores do Brasil.

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  2. Não cabe mais conceber uma gestão escolar autoritária, opressora, incapaz de fazer uso do diálogo como instrumento de construção de relação de convivência que liberte os sujeitos. Como nos diz FILHO (2003), faz-se necessário agora mais, do que nunca “encontrarmos caminhos para uma vida bonita”. Daí a importância do apoio dos educandos, como quem ousam dizer que aos estabelecimentos educacionais não vale manter a função de constituirem-se como ferramentas privilegiadas de construção de corpos dóceis/sujeitos submissos...

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